Evidência científica

Como lidar melhor com suas emoções?

Saber lidar com nossas emoções é um passo fundamental para resolver qualquer conflito ou situação. Isso porque quando ...


Saber lidar com nossas emoções é um passo fundamental para resolver qualquer conflito ou situação. Isso porque quando não estamos regulados emocionalmente, é mais provável que nossas decisões sejam tomadas por impulso e causem muito mais mal do que bem. 

Às vezes, esse efeito demora um pouco a aparecer, mas outras ele é quase imediato. Por exemplo, quando foi a última vez que você se arrependeu de uma atitude ou mesmo de dizer alguma coisa logo em seguida? 

Quando falamos de famílias de crianças que estão no espectro do autismo, isso não é diferente. Em situações de crise, é comum que o cuidador que está próximo da criança tenha uma atitude impulsiva, tomada geralmente por causa da dificuldade em lidar com as próprias emoções. 

Se isso já aconteceu com você, saiba que tudo bem! Entendemos o quanto passar por isso pode ser complicado e estamos aqui para te ajudar a entender como você pode se regular emocionalmente. 

Regulando as próprias emoções

Para começar, saiba que regular as próprias emoções pode parecer uma coisa complicada no início, mas existem exercícios e ideias bem simples e rápidas que vão te ajudar a sentir uma diferença enorme na hora em que precisar respirar fundo e se equilibrar antes de tomar uma decisão importante. Vamos te mostrar agora três passos importantes para a regulação emocional

1 - Tenha calma e respire fundo 

Em uma situação de desespero e com as emoções à flor da pele, tenho certeza que alguém próximo já te aconselhou a manter a calma e respirar fundo. Na hora, isso pode parecer impossível e até inútil, mas é uma das formas mais rápidas de se regular emocionalmente. 

Nossa líder clínica, Ashley Curcio, costuma dizer que a respiração é uma das ferramentas de gerenciamento de estresse mais eficazes que existem e, mesmo assim, uma das mais negligenciadas.

“Sempre que estamos nervosos e alguém diz ‘continue respirando’, devemos ouvir. A respiração pode ter um efeito muito profundo no nosso estado de espírito e regula nosso sistema nervoso, nos tirando desse estado de reatividade. Eu sempre respiro três vezes profundamente quando preciso me regular emocionalmente”, conta.

Além disso, estudos mostram que exercícios respiratórios podem melhorar a função cognitiva, estimular processos de pensamento positivo e reduzir os sintomas de ansiedade. A melhor parte disso tudo? A respiração é algo que carregamos involuntariamente a cada segundo. Hora usá-la cada vez mais a nosso favor! 

2 - Tire um momento para parar e refletir 

As melhores decisões que tomamos são aquelas que vêm depois que paramos e refletimos. Por isso, a segunda dica da Ashley é justamente essa: reservar um período diário para esta prática. Nesse momento, você deve pensar o seguinte: 

  • Algo bom que aconteceu no meu dia
  • Algo que aprendi
  • Algo pelo qual sou grato(a).

Você pode mentalizar estas informações, mas é importante que as mantenha anotadas em algum lugar, como um caderno ou diário. Quando escrevemos conseguimos enxergar com mais objetividade, invés de nos perder na nossa própria desregulação e ajuda a mensurar e medir nosso progresso. Elas também ajudam porque o sentimento de gratidão também está associado à melhora da saúde psicológica, redução de uma infinidade de emoções tóxicas e pesquisas já mostram uma relação entre gratidão e bem-estar. Portanto, torne isso um hábito. 

3 - Reserve momentos para seu autocuidado 

Uma metáfora que a Ashley ama é a seguinte: você não pode fazer nada com um copo vazio. Isso significa que não é possível cuidar de alguém sem antes cuidarmos de nós mesmos. Você pode fazer isso com pequenos passos diários na direção do seu autocuidado. 

Algumas das nossas sugestões para esse momento são: 

  • Assistir seu programa de TV ou filme favorito
  • Se exercitar
  • Sair com os amigos
  • Ler um livro 
  • Escutar uma música 
  • Ligar para conversar com uma pessoa querida. 

Sabemos que cuidar de uma criança no espectro do autismo e conciliar esses cuidados com a rotina não é uma tarefa fácil e talvez nem te dê tempo de sair com os amigos ou fazer uma caminhada ao ar livre, por exemplo. Por isso, temos dicas também de quem vive essa realidade: clique aqui para ver o que a Camila Nogueira, mãe do Miguel, que tem 15 anos e foi diagnosticado com autismo na infância, indica. 

Com esses três hábitos inseridos no seu dia a dia, você com certeza vai conseguir lidar melhor com suas próprias emoções e conseguir tomar decisões mais conscientes e tranquilas. Bom início de jornada! 

Referências 

Manual “365 geniais de amor próprio: dicas e inspiração para se amar”, da Genial Care

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