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Atraso na fala: quando e onde procurar ajuda?

Seu filho ainda não fala e isso te preocupa? O fato de uma criança apresentar atraso na fala é um dos mais notáveis ...


Seu filho ainda não fala e isso te preocupa? O fato de uma criança apresentar atraso na fala é um dos mais notáveis sinais de que ela não está atingindo os marcos do desenvolvimento esperados para cada idade.

O atraso na fala também é um dos sinais mais comuns de autismo. Para entender mais sobre esse assunto e saber quando você deve procurar ajuda profissional, confira esse conteúdo até o fim.  

Marcos de desenvolvimento da fala

Mesmo que cada criança seja única e se desenvolva no seu próprio tempo, existem alguns marcos do desenvolvimento infantil que precisam ser observados com cuidado. 

De modo geral, o desenvolvimento da fala começa quando a criança completa 6 meses de vida. A partir desta idade, é importante estar atento a:

    • Aos 6 meses: compreende algumas palavras familiares (o próprio nome, "mamã", "papá”). Importante: vira a cabeça em direção ao som quando o chamam.
    • Aos 10 meses: surgimento da primeira palavra
    • Entre 13 e 15 meses: mesmo que a criança ainda não consiga proferir palavras, ela já brinca de falar. Emite sons como se estivesse querendo comunicar algo
    • Entre 12 e 18 meses: este é o período em que a criança vai desenvolver a fala. Algumas crianças podem começar a falar antes
  • Aos 2 anos: nesta idade, o vocabulário da criança já tem entre 50 e 100 palavras, e esse repertório aumenta rapidamente à medida que ela aprende mais. 

Quando esses marcos do desenvolvimento não são alcançados, é comum que muitas famílias busquem informações e se deparem com artigos sobre autismo. Te explicamos sobre isso a seguir.

Atraso na fala é sinal de autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA)  é caracterizado pelas dificuldades em interação social e comunicação. Portanto, o atraso na fala pode ser um dos sinais de autismo.

 No entanto, ele sozinho não significa necessariamente que aquela criança esteja no espectro do autismo. Outros sinais que podem indicar um risco para o TEA são: 

  • Falta ou ausência de contato visual
  • Dificuldade em entender e compartilhar emoções
  • Prejuízos na interação social 
  • Não se virar quando chamado pelo nome 
  • Fixação por objetos que não chamem a atenção das demais pessoas
  • Movimentos repetitivos com o corpo ou fala

Como fazer o diagnóstico de autismo? 

O diagnóstico de autismo é clínico, e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. Esses profissionais atuam na investigação comportamental para entender se aquela pessoa está ou não no espectro do autismo. 

Esse diagnóstico é feito de acordo com os níveis de suporte (conhecidos como graus de autismo). São eles: 

  • Autismo nível 1 (pouca necessidade de suporte)

Pessoa tem dificuldade para iniciar interações sociais e apresenta interesse reduzido por interações. Inflexibilidade no comportamento e em trocar de atividades.

  • Autismo nível 2 (necessidade de suporte substancial)

Apresente déficits graves nas habilidades de comunicação verbal e não verbal, com prejuízos aparentes mesmo ao receber apoio. Limitação em iniciar ou responder a interações. Dificuldade em lidar com mudanças e comportamentos restritos/repetitivos. 

  • Autismo nível 3 (necessidade de suporte muito substancial)

Déficits graves nas habilidades de comunicação verbal e não verbal causam prejuízos graves de funcionamento. Grande limitação em iniciar e responder a interações. Extrema dificuldade em lidar com mudanças e grande sofrimento para mudar o foco ou ações.

Quando devo procurar ajuda? 

Ao notar atraso na fala da criança, muitas famílias optam por esperar para ver se ela vai se desenvolver. Mas esse tempo de espera é muito precioso e os pais perdem oportunidades de desenvolvimento nesse momento. 

Para evitar que isso aconteça, é essencial estar atento e observar se a criança está alcançando os marcos do desenvolvimento infantil no tempo esperado. 

Ao notar qualquer sinal de atraso, comunique o pediatra da criança e, se necessário, inicie a intervenção precoce para o desenvolvimento dela. 

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